3 malefícios de deixar seu filho muito tempo em frente às telas

Antes de tudo, não se pode negar que os dispositivos tecnológicos são bastante úteis e trazem muita facilidade para o cotidiano. E que, em alguns momentos, surge a necessidade de liberar o uso de telas para as crianças. Esse não é o maior problema. A questão é deixar que elas utilizem esse recurso em excesso ou sem supervisão. Sim, o tempo recomendado para o uso dessa tecnologia é variável de acordo com a faixa etária, e o conteúdo deve ser controlado pelos pais. A falta de cuidado com esses dois aspectos pode gerar muitos prejuízos a médio e longo prazo. 

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) desaconselha o uso de telas por parte dos bebês. E segundo especialistas, o limite de tempo para crianças estarem em contato com esses aparelhos é determinado pela idade, sempre com supervisão: 

  • Menores de 2 anos: nenhum contato com telas; 
  • Dos 2 aos 5 anos: até uma hora por dia; 
  • Dos 6 aos 10 anos: entre uma e duas horas por dia; 
  • Dos 11 aos 18 anos: entre duas e três horas por dia. 

 

Quando a criança fica exposta ao uso das telas por muito tempo, ela perde a oportunidade de praticar habilidades importantes como manter contato com objetos físicos e a natureza, por exemplo. Pode atrapalhar também o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais, ocasionando…

 

  • Atraso cognitivo;
  • Déficit de atenção; 
  • Distúrbio de aprendizado; 
  • Ansiedade;
  • Diminuição da habilidade de regulação própria das emoções. 

 

Sendo assim, pensando na saúde, o ideal seria que as crianças ficassem longe das telas. Porém, se não for possível, que alguns pontos importantes sejam levados em consideração para evitar quaisquer malefícios. 

 

Isso porque o impacto na saúde da criança pode ser dado em três áreas: física, mental e social. Todavia, com pequenas mudanças será possível melhorar a qualidade de vida dos pequenos.

 

Entenda melhor nos parágrafos abaixo.

 

  1. Sono desregulado

 

A criança que tem à sua disposição uma TV ou um celular pode, sem perceber, trocar o tempo de sono para ficar assistindo ou jogando. A luz emitida pelas telas dos dispositivos bloqueia a liberação da melatonina, que é o hormônio responsável por avisar ao corpo que está na hora de dormir. 

  • Isso afeta diretamente o relógio biológico (e o ciclo circadiano fica desequilibrado) e, consequentemente, a qualidade do sono, uma vez que a criança não recebe todo o descanso que precisa. 

 

O ciclo (ritmo circadiano) é responsável por ditar o funcionamento fisiológico do corpo durante o dia e a noite. Ou seja, está ligado à reposição de hormônios, à absorção de vitaminas e outras reações químicas do organismo. Então, ao receber algum estímulo de aparelho eletrônico antes de dormir, apesar do corpo estar “em repouso”, o cérebro continuará ativo. Com isso, a melatonina, responsável por dizer ao cérebro que está na hora de dormir, não exercerá seu papel, o cérebro encontrará um obstáculo no momento do sono, as funções não serão cumpridas como deveriam e o corpo sentirá (de forma negativa) todo esse desequilíbrio. Fato é que, poderá não ser algo percebido inicialmente, porém gerará grandes impactos ao longo dos anos.  

 

A manutenção da saúde do sono em horário adequado para cada faixa etária contribui para o descanso, regulação de emoções e para a produção de hormônios. O contrário disso, traz prejuízos em várias áreas. Um exemplo disso é que o sono de má qualidade e a quantidade insuficiente pode afetar o desempenho escolar, a relação com colegas e familiares e até impactar no crescimento infantil. 

 

Se uma noite mal dormida já é ruim para adultos, com as crianças não seria diferente. Elas precisam de uma noite de sono tranquila e regulada para se desenvolver de maneira saudável e, claro, aproveitar o dia seguinte com muita energia e disposição. 

 

O período de descanso adequado é importante para que consigam assimilar melhor o aprendizado e também para ajustar os níveis de hormônios importantes para o crescimento. Por isso, antes de deitar-se, é preciso ir desacelerando o cérebro, mostrando para os pequenos, através de uma boa rotina, que está na hora de dormir. 

 

Importante ressaltar que a qualidade do sono no cotidiano infantil afeta também a alimentação, a inteligência emocional e a disposição para atividades físicas, o que pode trazer consequências para outras fases da nossa vida, visto que pesquisas apontam que as crianças que dormem 39 minutos a menos à noite apresentam menor desenvolvimento físico e mental. 

 

4 dicas para higiene do sono: 

 

  1. Evite alimentos que contenham cafeína e açúcar antes de dormir. Dê preferência a alimentos mais leves e de fácil digestão; 
  2. Proponha atividades relaxantes no momento que precede o sono, como uma música calma, a leitura de um livro ou contação de histórias; 
  3. Desligue aparelhos eletrônicos no mínimo 1 hora antes de dormir e diminua a luminosidade da casa. Se possível, tenha alguma luz difusa no quarto, como por exemplo, abajur. 
  4. Coloque dentro da rotina um banho quentinho antes de dormir! Isso ajuda a tirar a tensão dos músculos e a deixar a criança relaxada. Aproveite para passar um hidratante na pele e realizar uma rápida massagem relaxante. 

 

2.Problemas socioemocionais e cognitivos 

 

Crianças muito pequenas que são expostas a telas estão suscetíveis ao atraso cognitivo, distúrbio de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da concentração. 

 

O prejuízo ocorre quando a criança consome muitos vídeos e joguinhos nas telas (de forma passiva) e diminui o tempo das brincadeiras em que participa de forma ativa, com a imaginação e o corpo, por exemplo. 

 

Vale frisar que o “brincar” é um direito universal para todas as crianças em fase de desenvolvimento mental e cerebral. Através das brincadeiras, elas desenvolvem habilidades físicas e mentais. Em oposição a isto, a exposição prolongada às telas afeta as crianças em diversos níveis, causando distúrbios emocionais como depressão, ansiedade e, em muitos casos, agressividade. 

 

A dependência digital é um processo que torna a criança mais “acelerada” e imediatista. Também pode provocar a alternância de humor e o déficit de atenção, deixando a criança mais irritada ou chorosa. Isso está relacionado à liberação de dopamina, um neurotransmissor cerebral, responsável por controlar nossos impulsos e permitir a concentração a longo prazo. Por tratar-se de estímulos rápidos, troca de informações ágeis, acaba ativando o sistema de recompensas rápidas durante todo tempo de uso.  

 

Ou seja, a famosa distração passiva, ocasiona uma grande dificuldade em focar por muito tempo em uma única atividade, executar tarefas que são mais estáticas como a leitura de um livro ou o foco em um trabalho importante. 

 

3 Dicas para estimular o distanciamento das telas: 

  1. Incentive o hábito da leitura. A leitura é uma prática que desenvolve a concentração, a memória, o raciocínio e a compreensão.  
  2. Promova momentos em família com jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, adivinhação e outras brincadeiras que possam estimular a criatividade e o pensamento estratégico.  
  3. Estimule que a criança ajude e se envolva na dinâmica da casa. Claro, respeitando a característica de cada faixa etária, é possível propor tarefas que permitam que as crianças participem da arrumação do quarto ou da preparação de alguma receita. Além de garantir que fiquem afastadas das telas por um bom período, ajudará nas questões de autonomia e segurança emocional.  

 

3.Obesidade infantil 

 

Quanto mais expostas às telas, mais sedentárias as crianças ficam, pois brincam menos ativamente, com isso, queimam menos calorias, facilitando assim, o ganho de peso. Simples de explicar, mas muito difícil de compreender toda a questão em torno desse problema que atinge as crianças nascidas na era digital. 

 

Inúmeros são os problemas apontados por pesquisas relativos à dependência digital, como problemas visuais, transtornos alimentares, problemas auditivos, de postura, além da exposição prolongada aumentar a possibilidade de cyberbullying e o risco de abusos sexuais e pedofilia. 

 

Outra situação comum é permitir que as crianças façam algumas refeições diante da TV ou do Tablet. Todavia, os aparelhos eletrônicos desviam a atenção e fazem com que as crianças não percebam sua saciedade. Vidrados nas telas, elas passam a comer automaticamente, sem conectar-se com o ato de alimentar e isso pode causar a ingestão de alimentos além da sua necessidade real. 

 

3 dicas para evitar o sedentarismo na infância: 

  1. Promova o contato com a natureza, como piquenique no parque ou exercícios ao ar livre. Brincar em meio à natureza aprimora habilidades sociais e a capacidade das crianças de compreenderem conhecimentos e vivências dentro e fora de casa. 
  2. Incentive práticas esportivas variadas. Esportes são extremamente benéficos, pois propiciam o aumento da capacidade de defesa do corpo, diminuição da ansiedade e o auxílio na construção cognitiva infantil, além de contribuírem para o desenvolvimento da concentração e da coordenação motora.  
  3. Inclua atividades extracurriculares na grade escolar da criança. Aproveite o período do contraturno, caso exista esse serviço na escola, para incentivar a prática de atividades diferentes.  

 

Além de todas as dicas acima, o que mais podemos fazer? 

  

  1. Antes de tudo, analise a rotina da criança e estabeleça limites máximos de uso semanal. Nesse caso, fique atento não só ao tempo de uso desses dispositivos eletrônicos, mas também estabeleça regras saudáveis de uso, como por exemplo: não utilizar no período de 2 horas antes de dormir e durante as refeições; 
  2. Evite que a criança utilize dispositivos eletrônicos sozinha, como trancada em seu próprio quarto. E fique atento ao conteúdo consumido dentro dos aplicativos. Não se prenda apenas à idade permitida, mas fique próximo para garantir que os filmes, desenhos e jogos estejam em conformidade com o que a família preza; 
  3. Sempre que possível, verifique mensagens e/ou aplicativos usados em celulares, tablets e computadores. Se for necessário, aplique senha e bloqueie vídeos, canais e personagens não adequados
  4. Ofereça aplicativos e jogos desenvolvidos especificamente para as crianças e que possam incentivar pontos positivos atrelados ao desenvolvimento cognitivo, à imaginação e ao uso da linguagem. Ou seja, utilize as telas como um recurso (não apenas como passatempo); 
  5. Fale abertamente com a criança, sobre os perigos do uso e da exposição do celular, por exemplo, para a sua saúde; 
  6. Por fim, mas também extremamente importante, dê o exemplo, sempre que possível. Passe mais tempo com a família e longe dos eletrônicos. 

 

Aproveite o tempo livre para fazer atividades prazerosas com a família

 

A criança precisa criar memórias afetivas, fortalecer o contato, o carinho e entender que os pais estão presentes e felizes por estar com elas. O comportamento dos pais tem influência direta no consumo digital dos filhos. Os pais que estão conectados o tempo todo servem como modelo referencial para a criança e nem percebem o risco. 

 

Fica a reflexão… Se os adultos estão sofrendo com a falta de foco e desatenção, imagine os efeitos no desenvolvimento infantil, nas habilidades de fala, coordenação motora, aprendizado e na qualidade do sono. 

 

Este conteúdo é fundamental para alertar aos pais de que os impactos da tecnologia podem ser demasiadamente negativos. Por isso, cuide mais da rotina do seu filho, promova conexão com ele, incentive as brincadeiras ao ar livre ou uma boa leitura. São ganhos que o seu filho terá tanto agora como também na vida adulta. 

 

Na Casa de Brinquedos, fazemos questão de oportunizar o crescimento sadio das crianças

Priorizamos o aprendizado lúdico e a preservação da infância. Para isso, temos em nossa grade curricular disciplinas essenciais para o desenvolvimento integral das crianças, como por exemplo, aulas de psicomotricidade, musicalização, maker e educação física. Também temos um programa socioemocional que auxilia tanto as crianças quanto as famílias em relação à parte comportamental em cada faixa etária. 

Além disso, oferecemos em nosso período complementar (no contraturno) atividades enriquecedoras como Karatê, Balé, teatro, oficina de artes, jardinagem e curso de desenho. 

  • Estudos comprovam que quanto mais longe das telas e mais próximo de uma vida ativa, mais chances de evitar problemas emocionais, ansiedade e depressão. 

Por isso, deixamos uma pergunta: melhor seu filho em casa vendo TV, ou desenvolvendo habilidades, brincando e aprendendo? 

Aqui na Casa de Brinquedos, oferecemos também o período integral, que é a opção ideal para a família que trabalha o dia inteiro ou que não pode dar atenção à criança por todo esse tempo, pois temos atividades diversas que exploram capacidades físicas, criativas, cognitivas e sociais. 

Ah! E se engana quem pensa que é cansativo ficar o dia inteiro na escola. 

Além do local exclusivo para os alunos do turno complementar, eles possuem período de descanso, rotina e conforto. Afinal, criança precisa movimentar o corpo, gastar energia, explorar habilidades e ter uma boa rotina! 

As crianças amam e consideram a Casa de Brinquedos a sua segunda casa! 

E se você ficou interessado e deseja conhecer o nosso espaço, saber mais sobre as atividades e conhecer o plano que mais se encaixa às necessidades da sua família, clique aqui e agende uma visita!  

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